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27 de abril de 2012

[NEWS] O Globo publica matéria sobre o K-POP, "Bandas de K-pop viram fenômeno além da Ásia" (25.04.12)

Grupos formados apenas por meninos ou meninas conquistam adolescentes pelo mundo.

 

O Super Junior, uma das sensações do pop coreano, se apresenta no Madison Square Garden, em Nova York Chad Batka / The New York Times
TÓQUIO - O estúdio de dança Cielo, em Tóquio, é uma academia como outra qualquer, mas anda impossível conseguir vaga ali. Cerca de 600 alunos se matricularam recentemente por causa de uma aula que ensina uma coreografia específica: eles querem imitar os passos do Girls Generation — grupo formado por nove mocinhas sul-coreanas com rosto de criança e corpo de top model. Suas canções e clipes são uma febre no Japão. O segundo maior mercado de música do planeta, contudo, já não basta para as meninas e outras bandas que seguem a mesma fórmula, todas saídas de Seul. A Ásia inteira ficou pequena para o pop coreano — ou K-pop —, que partiu para a conquista do mundo. A ofensiva, com o amparo crucial das mídias sociais, está dando certo. E não adianta fazer careta.

Girls Generation, Super Junior, Wonder Girls, Se7en, Big Bang, The Boss, Kara, TVXQ, SHINee e Boa estão entre os conjuntos, só de garotos ou garotas, que transformaram o K-pop num fenômeno global. Misturando elementos de disco, hip-hop, techno e rock, eles têm feito adolescentes urrarem em shows cuidadosamente produzidos, de Pequim a São Paulo. Não é exagero falar em uma onda internacional com dimensões de tsunami.
A "Billboard" criou uma parada exclusiva para o gênero, o K-pop Hot 100 chart. No fim de 2011, levados pela maior gravadora de Seul, a SM Entertainment, alguns dos principais ídolos teen coreanos lotaram o templo sagrado da cultura americana, o Madison Square Garden. Em Paris, o primeiro espetáculo de pop coreano na França teve os ingressos esgotados em minutos. Os fãs se mobilizaram via Twitter e exigiram, num flash mob, novas apresentações, reproduzindo os passos das coreografias em frente ao Museu do Louvre.
Uma festa para os olhos
As meninas do Girls Generation lançaram em fevereiro seu primeiro >ita
— O K-pop é uma festa para os olhos, fácil para os ouvidos e movido por uma megamáquina publicitária. A alta qualidade dos vídeos, em particular, é fundamental na difusão dessa paixão. O aspecto visual compensa a barreira da língua — diz Susan Kang, criadora do site soompi.com, dedicado ao K-pop.
Moradora de Los Angeles, ela desenhou a página como um fórum de fãs há mais de dez anos. A crescente audiência não coreana chamou a atenção da companhia de tecnologia Enswers, baseada em Seul, que comprou e ampliou o site no ano passado. Susan vê outras explicações para o apelo universal das boy e girl bands coreanas, que têm geralmente entre 6 e 13 integrantes: refrãos em inglês que grudam, coreografias variadas e transformações visuais entre uma canção e outra. Nomes poderosos da indústria da música americana, como o produtor Teddy Riley, foram contratados para dar um toque mais fusion ao som das bandas.
A web desempenha um papel-chave nessa história toda, alimentando a globalização do K-pop em redes como Facebook, Twitter e Tumblr, além do YouTube, que tem um canal dedicado ao estilo. Nos sites soompi.com e allkpop.com, que publicam tanto informações sobre shows quanto fofocas sobre a vida das celebridades made in Korea, as participativas comunidades ficam sabendo, por exemplo, que os garotos do KE:A serão os primeiros representantes do K-pop a fazer um show solo no Oriente Médio, em Dubai, neste fim de semana. Ou que tipo de cara a starlet Hyorin, do Sistar’s, prefere beijar ("Não sou romântica, gosto de agressividade", ela avisa).
Os astros desse universo não são talentos descobertos por acaso. Os jovens cantores, a maioria adolescentes, podem passar até dois anos sendo treinados em agências de Seul antes de subir ao palco. Na esperança de repetirem a trajetória de um Justin Bieber ou uma Taylor Swift, enfrentam uma preparação digna de academia militar. Não é à toa que, com um visual que combina sensualidade e inocência, parecem saídos dos mangás e animês: suas raízes estão no pop japonês (J-pop). Os coreanos aprenderam com o Japão a fazer música para o público teen, mas embrulharam o produto de forma mais sofisticada.
— O K-pop está sendo moldado para o mercado internacional, enquanto o J-pop é para consumo interno. O mercado doméstico coreano é muito limitado, ao contrário do japonês, e, para crescer, as produtoras passaram a olhar para fora. Além disso, as companhias telefônicas controlam a distribuição digital de música na Coreia do Sul, que já representa a maior parte da indústria musical do país hoje. Elas também estão trabalhando para a explosão do gênero — explica o jornalista Steve McClure, que chefiou por quase duas décadas o escritório da "Billboard" na Ásia e hoje é editor-executivo do McClure Asia News.
O próprio governo sul-coreano dá incentivos para a promoção do K-pop. Tenta enterrar a imagem de um país que já foi conhecido por fabricar produtos baratos e ruins. Marcas como Samsung reformularam esse perfil, mas a música também está ajudando a convencer o mundo — ou pelo menos a parte dele que tem menos de 25 anos — de que a Coreia é cool.

Fonte: O Globo
Créditos:CrazyLoveTVXQ
Não retire sem os devidos créditos!

27 de julho de 2011

[TRAD] Novo tópico no Kpop: superar três principais barreiras (26.07.11)

Atualmente, o K-pop tem quebrado a primeira barreira. Isto é, eles já estabeleceram o valor de sua existência. No entanto, este é apenas o começo. Para globalizar o K-pop, há três principais questões que precisam ser superadas.

Romper com "Estrelas Ídolos"
A primeira geração de Hallyu foi liderada por atores. Dramas coreanos vieram à frente em grande número, com Bae Yong Jun, Lee Byung Hyun, Song Seung Hun, Kwong Sang Woo e outros atores se tornando populares como ídolos Hallyu. No entanto, devido à extensos "períodos em branco" e a má gestão, a onda Hallyu que foi liderada por atores tornou-se estagnada.

Durante este tempo, as estrelas ídolos aproveitaram a oportunidade e assumiaram este espaço. Liderados por TVXQ, e agora SNSD, Kara e etc, um grande volume de grupos femininos vêm ganhando a atenção de mercados no exterior. Eles lideraram a cultura ídolo coreana, e quebraram as barreiras geográficas entre os países.

No entanto, esta tendência está começando a ser um pouco exagerada, e estabeleceu o estereótipo de que "Hallyu = estrelas ídolos". Além de música, até mesmo dramas como "Playful Kiss" e "You're Beautiful" estrelaram membros de grupos ídolos. Para garantir que a onda Hallyu possa fazer um melhor andamento, além de apelar aos grupos etários mais jovens com grupos ídolos, precisamos urgentemente compreender e nos estabelecermos em categorias mais amplas de idade e uma variedade de elementos Hallyu. Uma pessoa ligada a um dos grupos ídolos disse: "Precisamos descobrir novas estrelas Hallyu, apelar para os fãs no exterior que não gostam de grupos ídolos. Se podemos dar-lhes uma oportunidade, então a onda Hallyu será capaz de progredir."

Romper com o mercado japonês
O Japão, que está localizado ao lado da Coreia é um dos maiores apreciadores da cultura Hallyu. De outro ângulo, pode-se dizer que foi o apoio dos fãs japoneses que ajudaram as estrelas Hallyu a crescer. Além do Japão, na China, Tailândia, Cingapura, Malásia e em várias regiões da Ásia tem-se visto um aumento na popularidade das estrelas Hallyu. No entanto, a verdade é que a maioria das estrelas Hallyu estão dependentes em apoiar o mercado japonês.

Com o TVXQ, Big Bang, SNSD, Kara e outros, recentemente, todo mundo está tentando entrar no mercado japonês. Eles são muito sensíveis com o ranking da Oricon. O estranho é que, em comparação com a atual falta de ênfase no ranking de programas de música no mercado coreano, os cantores coreanos são mais sensíveis aos rankings classificados no Japão. Isso mostra que eles estão usando isso (rankings da Oricon) como uma medida de sua popularidade no Japão.

Além do Japão, começando da época de H.O.T, as estrelas Hallyu foram desfrutando de uma grande popularidade na China. No entanto, o problema é que o público está apenas focado em poucas estrelas específicas. Apesar de Super Junior, Rain, SNSD e outros serem muito populares, a China, ao contrário do Japão, ainda é incapaz de permitir que mais grupos e cantores promovão ativamente lá.

E sob tais circunstâncias, o grupo JYJ lançou seu primeiro álbum em inglês "The Beginning", em outubro do ano passado, e foi julgado como "ousadia de experimentar algo novo." JYJ juntou as mãos com famosos produtores americanos Kanye West e Rodney "Darkchild" Jerkins, e usando o novo nome do grupo "JYJ" lançou seu primeiro álbum produzido em inglês. Este álbum tem o significado de "começar sua jornada em direção ao palco mundial." Os três membros, que têm dominado o mercado japonês e asiático, estão de olho no mercado global, e pode ser considerado como os líderes com relação à "romper com o Japão."

Alguém na indústria da música disse: "Quando você analisa a estrutura do mercado chinês, não é difícil saber que eles são mais atraentes do que o mercado japonês. Mas até agora, o progresso de cantores não foi tão bom como no Japão. Fora isso, eles também devem olhar para Cingapura, Malásia, Taiwan e etc, e criar estradas a mais para a onda Hallyu."

Romper os estereótipos!
Os primeiros pioneiros da onda Hallyu foram os dramas. "Jewel in the Palace", "Winter Sonata" que foram incríveis, e grandes estrelas como Bae Young Jun e Lee Young Ae nasceram. Recentemente, devido à "You're Beautiful", Jang Geun Suk tornou-se a nova estrela Hallyu, mas comparado com o tempo de "Winter Sonata", o poder dos dramas na onda Hallyu foi consideravelmente diminuído.

E o espaço deixado pelos dramas foi preenchido pelo K-pop. O mercado Hallyu que foi dominado por ídolos masculinos já atingiu um ponto oposto liderado por SNSD e Kara. O K-pop pode ser considerado como o sucessor do J-pop, que conquistou o mercado de música asiática.

Por outro lado, o poder da onda Hallyu em Chungmuro (nota: refere-se à indústria cinematográfica - Chungmuro é a rua na Coreia que é famosa pela cultura e filme) se tornou simples. Atores que se tornaram estrelas Hallyu através de seus dramas também aumentaram a popularidade dos filmes que são destaques, mas como a popularidade para invadir a indústria cinematográfica japonesa não é suficiente, existe a situação onde "o espírito está pronto, mas a carne é fraca". Alguém relacionado a vendas no mercado Hallyu disse, "filmes coreanos foram promovidos em vários mercados no exterior, mas o efeito não é forte o suficiente para ser considerado como parte da onda Hallyu. Ao contrário dos dramas de televisão, que podem ser assistidos em transmissão pública, filmes exigem uma taxa de entrada, de modo que a visibilidade entre as massas é menor."

Se quisermos que a cultura coreana multifacetada seja abraçada em todos os campos, não apenas dramas e música, precisamos promover nossos filmes, jogos e alimentos, bem como outras áreas, e introduzir mais variedade.

Fonte: [Jrw8008 + Hankooki]
Créditos: dongbangdata+SYC+CrazyLoveTVXQ

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